O documento utilizado para descrever o desempenho dos aprendizes de línguas estrangeiras na Europa chama-se Common European Framework of Reference for Languages . Elaborado pelo Conselho Europeu. Seu principal objetivo é o de fornecer método de avaliação e ensino que se aplique a todos os idiomas dos países membros da Comunidade Européia.
Devido à seriedade e comprometimento científico do projeto, muitas instituições, empresas e ONGs no mundo todo têm adotado o CEFRL como padrão na definição de níveis dos cursos de idiomas por eles oferecidos. Este órgãos, porém, não trocaram o nome dos níveis por eles adotados. Eles apenas estabeleceram a correspondência entre seus níveis (
- elementar,
- básico,
- pré-intermediário,
- intermediário,
- pós intermediário,
- avançado,
- proficiente
com os níveis do CEFRL, que são:
A (Basic User – Usuário Básico)
A1 – Breakthrough
- Consegue compreender e usar expressões comuns no dia-a-dia e frases bem básicas com o objetivo de satisfazer as necessidades primárias da comunicação.
- Consegue se apresentar e também apresentar outras pessoas.
- Consegue fazer e responder perguntas pessoais tais como:
- onde mora,
- falar sobre pessoas que conhece e
- sobre o que possui.
- Consegue interagir de modo bastante simples desde que a outra pessoa fale devagar e claramente.
A2 – Waystage
- Consegue
- compreender sentenças e
- expressões freqüentemente relacionadas às áreas de importância primária. exemplo:
- informações pessoais e
- familiares básicas,
- fazer compras,
- descrever a geografia local,
- falar sobre seu trabalho.
- Consegue se comunicar em tarefas simples e rotineiras desde que
- estas requeiram uma troca simples e
- direta de informações sobre assuntos rotineiros e conhecidos.
- Consegue
- descrever em termos simples, aspectos de sua formação (background),
- o ambiente em que vive, e
- assuntos nas áreas de necessidade primária e imediata.
B (Independent User – Usuário Independente)
B1 – Threshold
- Consegue compreender os principais pontos em uma comunicação clara sobre assuntos de seu conhecimento normalmente encontrados na escola, trabalho, lazer, etc.
- Consegue lidar com a maioria das situações que possam surgir durante uma viagem ao país no qual o idioma é falado.
- Consegue produzir textos simples sobre temas que lhe sejam familiares ou de interesse pessoal.
- Consegue descrever experiências e eventos, sonhos, esperanças e ambições, bem como dar breves razões e explicações para suas opiniões e planos.
B2 – Vantage
- Consegue compreender as principais idéias de textos complexos tanto de tópicos concretos quando abstratos, incluindo discussões técnicas na sua área de especialização.
- Consegue interagir com um grau de fluência e espontaneidade que torna possível a interação regular com os falantes nativos do idioma sem que haja tensão mental de cada participante do ato comunicativo.
- consegue produzir textos claros e detalhados sobre uma variada gama de assuntos e consegue explicar o ponto de vista de um tópico oferecendo as vantagens e desvantagens de vários pontos.
C (Proficient User – Usuário Proficiente)
C1 – Effective Operational Proficiency
- Consegue compreender uma variada gama de textos mais longos e complexos, e reconhece o significado implícito dos textos.
- Consegue se expressar fluente e espontaneamente sem demonstrar claramente que está procurando as expressões que usa.
- Consegue usar o idioma de modo flexível e eficiente para fins sociais, acadêmicos e profissionais.
- Consegue produzir textos claros, bem estruturados e detalhados sobre temas complexos, demonstrando ter controle dos padrões organizacionais e estílisticos.
C2 – Mastery
- Consegue compreender com facilidade praticamente tudo o que ouve e lê.
- Consegue resumir informações de diferentes fontes faladas e escritas, reconstruir argumentos e relatos de forma coerente.
- Consegue se expressar espontaneamente, de modo bastante fluente e preciso, identificando as entrelinhas do que é dito e escrito nas mais complexas situações.
